Enxaqueca não é Frescura, não é Enrolação!
Por Via Internet • 24 de dezembro de 2025
Por Via Internet • 24 de dezembro de 2025
Logo que se escuta alguém dizer que teve uma tremenda crise de enxaqueca, é válido, em primeiro lugar, lembrar de uma coisa: A enxaqueca não é uma dor de cabeça qualquer.
O senso comum costuma minimizar a enxaqueca a um mero “incômodo” que pode ser resolvido com um analgésico de prateleira. No entanto, para os milhões de indivíduos que a vivenciam, ela é uma doença neurológica crônica, debilitante e que, literalmente, rouba dias de vida. A boa notícia, e o ponto de virada deste artigo, é que a ciência e a medicina deram um salto revolucionário nos últimos anos. Se a enxaqueca já impôs pausas na sua vida, existe um caminho concreto e altamente eficaz para retomar o controle, libertando-se das correntes da dor e reencontrando a plenitude da sua rotina.
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Assista ao Vídeo sobre a Enxaqueca do Neurologista Autoridade na Internet Dr Willian Rezende diretamente no youtube se preferir.
Normalmente, para quem nunca teve uma Enxaqueca, o primeiro pensamento é dor de cabeça forte, destas que quase todo mundo — 90% da população, segundo estudos — tem eventualmente em alguma fase da vida e que podem ir embora sem sequer um analgésico.
Porém, é importante levar em conta que trata-se da terceira Doença mais comum no mundo – 12% da população mundial sofre com Crises de Enxaqueca, é o que já mostram diversas pesquisas ao redor do mundo. Ignorar este fato é ignorar uma crise de saúde pública global.
Ao redor de todo mundo… A dor de cabeça chamada de Enxaqueca é, nos dias de hoje, a Sexta Doença mais Incapacitante ao redor de todo o Globo terrestre. A incapacidade gerada por ela é o que a diferencia de qualquer outra dor.
De cada 10 (dez) Seres humanos que sofrem com a Doença, 09 (nove) não conseguem exercer sua atividade de trabalho normalmente durante as crises.
Com essa informação em mente, seu familiar, amigo, funcionário ou colega não está Exagerando ao dizer que tem seu Desempenho profissional impactado. Da mesma forma, aquele paquera não está arrumando desculpas para cancelar um encontro: 67% dos pacientes, de fato, precisam cancelar reuniões ou compromissos por causa da dor.
Normalmente, durante as crises… 01 (Uma) em cada 05 (cinco) indivíduos (pessoas) com Enxaqueca fica impedida de participar de qualquer atividade, seja ela:
Particular e/ou
Profissional,
durante as crises, e a incapacidade pode aumentar com o passar do tempo. As crises costumam durar de quatro horas até três dias.
Elas são as mais atingidas, mas todos estão susceptíveis… A enxaqueca é uma doença que atinge mais mulheres do que homens: cerca de 14% das mulheres têm crises frequentes, enquanto o índice é de 7% entre os homens. Os casos em crianças são menos comuns, mas ainda assim existem: de 4 a 5% delas são afetadas.
A dor da enxaqueca, muitas vezes descrita como pulsátil ou latejante, e frequentemente unilateral (em um lado da cabeça, podendo mudar de lado a cada crise), raramente está sozinha. É a constelação de sintomas que atesta a sua natureza neurológica e incapacitante:
Enjoo (Náusea),
Vômitos,
Sensibilidade à Luz (Fotofobia) e ao Som (Fonofobia).
Esses sintomas sensoriais forçam o indivíduo a buscar o isolamento, o silêncio e o escuro, transformando uma crise na perda de uma parte significativa da vida.

A enxaqueca não ocorre por acaso. Ela ocorre em indivíduos com um sistema nervoso inerentemente mais sensível, que reage de forma exagerada a estímulos que seriam normais para a maioria das pessoas. Esses estímulos são os chamados gatilhos.
Embora a lista seja extensa e pessoal, alguns gatilhos são universais e merecem atenção especial para a prevenção:
Estresse e Ansiedade: Não é o estresse em si que causa a dor, mas sim o relaxamento após um período de estresse intenso.
Alterações no Sono: Dormir muito ou dormir pouco pode desencadear crises. A regularidade do sono é vital.
Fatores Hormonais: A flutuação de estrogênio explica por que a incidência é maior em mulheres, com crises frequentemente ligadas ao ciclo menstrual.
Dietéticos: Omissão de refeições, cafeína em excesso (ou sua retirada abrupta), e alguns alimentos como vinho tinto, queijos envelhecidos ou embutidos podem ser gatilhos em alguns pacientes.
Estímulos Sensoriais: Luzes brilhantes, odores fortes, perfumes intensos e ruídos altos podem ser desencadeadores diretos para um cérebro hipersensível.
Para entender a profundidade da enxaqueca, é preciso saber que ela não é causada por problemas nos vasos ou na musculatura, mas sim por uma desordem neurobiológica. A enxaqueca não é uma dor de cabeça, mas sim um distúrbio cerebral com dor de cabeça como sintoma.
A fisiopatologia central envolve o sistema trigeminovascular. Este sistema consiste no nervo trigêmeo, responsável pela sensibilidade da face e cabeça, e nos vasos sanguíneos que ele inerva ao redor do cérebro.
Ativação do Gatilho: Quando um gatilho atinge um cérebro vulnerável (e com predisposição genética, que explica cerca de 50% dos casos), ele desencadeia uma onda de atividade elétrica anormal.
O Papel do CGRP: Essa atividade elétrica estimula o nervo trigêmeo, que por sua vez libera substâncias neuroquímicas na área. O principal vilão dessa cascata de dor é o Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina (CGRP).
Inflamação e Dor: O CGRP é um potente vasodilatador e um neurotransmissor da dor. Ele causa a dilatação dos vasos e inicia um processo de inflamação neurogênica nas meninges (as membranas que envolvem o cérebro). É essa inflamação no entorno das estruturas, e não o cérebro em si, que gera a dor pulsátil, latejante e excruciante.
Para o indivíduo que convive com a enxaqueca, a vida se torna uma constante gestão de riscos e antecipação de crises.
Havia uma pessoa dedicada ao seu trabalho e à sua família. Em seu calendário, as datas importantes estavam marcadas em caneta permanente: o aniversário da sobrinha, a reunião decisiva com a diretoria, o casamento da melhor amiga. Mas, por trás dessas datas, havia sempre uma sombra. A sombra da crise iminente.
Muitas vezes, dias antes, essa pessoa sentia-se estranhamente irritada ou excessivamente ansiosa (o pródromo). No dia do casamento, a dor começou como uma pressão leve que rapidamente se transformou em um martelar ensurdecedor, forçando-a a cancelar o compromisso de última hora. Seu colega de trabalho, que não entendia a natureza da doença, pensou: “Lá vem ele/ela de novo, sempre arrumando desculpa para faltar.” A desconfiança, o julgamento e o sentimento de culpa tornam-se sintomas secundários tão dolorosos quanto a própria crise.
Em outro momento, o indivíduo, determinado a não ceder, tentou “empurrar com a barriga” a crise, tomando analgésicos genéricos a cada poucas horas. O resultado foi desastroso: a dor não só se agravou, mas o uso frequente de remédios criou um ciclo vicioso perigoso.
É um erro comum e perigoso: Usar analgésicos ou mesmo algumas medicações para enxaqueca com muita frequência pode tornar as crises ainda mais graves, um fenômeno conhecido como Cefaleia por Uso Excessivo de Medicamentos (CUM). O corpo se acostuma com o remédio, e quando seu efeito passa, o organismo reage com ainda mais dor, exigindo doses maiores e mais frequentes. Quebrar esse ciclo é um dos primeiros e mais importantes passos no tratamento.
A enxaqueca não é uma frescura ou enrolação. É uma doença séria, de origem complexa, que demanda respeito, compreensão e, acima de tudo, tratamento especializado. O indivíduo que sofre com ela não está sendo dramático; ele/ela está lidando com uma das condições mais incapacitantes do planeta.
A diferença entre viver à mercê da próxima crise e desfrutar de uma vida funcional e com qualidade está na informação e na ação. Se a enxaqueca domina sua agenda, saiba que a medicina avançou e o tratamento personalizado, com as modernas terapias alvo CGRP, a toxina botulínica e um rigoroso manejo de estilo de vida, pode devolver a você o controle de sua história. Não se contente com a dor. Não se acomode com o cancelamento de compromissos. O caminho para a libertação começa com a decisão de buscar a ajuda de um neurologista.
Se você sofre com Dores de Cabeça frequentes ou conhece alguém nestas condições, consultar um Médico Neurologista SP é o primeiro e mais fundamental passo para retomar sua qualidade de vida!