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Neuroestimulador

Neuroestimulador

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“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.” Carlos Drummond de Andrade

O tratamento da dor inclui, em uma graduação crescente de dificuldade, o tratamento médico, infiltrações, bloqueios, procedimentos minimamente invasivos e cirurgias para dor crônica. Quando a dor se torna insuportável, e os medicamentos, além de não fazerem mais efeito, passam a ter efeitos colaterais danosos, está na hora de considerar os procedimentos cirúrgicos. O implante de eletrodo epidural para estimulação da medula espinhal é uma técnica que tem se demonstrado eficiente e segura para esses pacientes que sofrem com dor crônica.

Porquê funciona a estimulação da medula espinhal? O que o paciente sente?A estimulação elétrica do sistema nervoso medial com eletrodos implantados visa a ativação das vias supressoras da dor e o bloqueio eletrofisiológico da recepção do incitamento de dor. O paciente refere uma sensação aprazível, que lembra o TENS (métodos muito utilizado na fisioterapia analgésica) e que inibe a dor.

Porquê são estes eletrodos? Qual o melhor tipo?
Os eletrodos podem ter diversos tamanhos e formas. Eletrodos cilíndricos podem ser aplicados através da pele, com anestesia sítio, porém as complicações com esta técnica são mais frequentes: transmigração do eletrodo, dificuldade de implantação em pacientes com artrose da pilar, urgência de reposição. Os eletrodos em placa apresentam a facilidade de colocação através de pequena cirurgia realizada com anestesia universal, maior firmeza e a possibilidade de estimular áreas mais específicas. Os eletrodos cilíndricos induzem campos elétricos multidirecionais, o que os torna menos eficiente, pois podem estimular estruturas que não são o mira do tratamento. Os eletrodos em placa geram campos unidirecionais, que são mais eficientes e minimizam a estimulação de estruturas não desejadas, incluindo as fibras dolorosas e o ligamento amarelo.

A cirurgia para implantação dos eletrodos é muito complicada?
É uma cirurgia simples, que dura menos de 30 minutos e é realizada com anestesia universal. A incisão é realizada sobre a pilar e tem aproximadamente 4cm.

Onde o eletrodo e o gerador ficam exatamente?
O eletrodo fica dentro da pilar, na segmento de trás da dura-máter, membrana que cobre a medula espinhal, entre ela e o osso. O sítio exato depende da região que se deseja estimular. Por exemplo, caso os sintomas sejam em membros inferiores, o mira é a medula torácica; se os sintomas forem em membros superiores ou tronco, o mira é a medula cervical.
Geralmente o paciente é submetido a uma tempo de testes em que os eletrodos são implantados, mas a estimulação elétrica é realizada através de gerador extrínseco durante 1-2 semanas. Caso a estimulação elétrica, durante a tempo de testes não beneficie o doente, os eletrodos são removidos; caso seja positiva, o gerador interno e definitivo é implantado. Neste caso, pode permanecer instalado na região do abdómen, ou no tórax, posição comumente utilizada para o marca-passo cardíaco.

Quanto tempo dura a bateria? Precisa trocar ou recarregar?
Os sistemas podem ser alimentados por radiofrequência ou sustar bateria junto ao sistema de geração de incitamento. Os mais modernos são geralmente recarregados a cada 1-2 semanas; e a bateria dura em torno de 6-9 anos, precisando ser trocada depois nascente período. Esses sistemas possuem a vantagem de maior longevidade do aparelho, possibilidade de acionamento de vários eletrodos ou contatos, de poder utilizar vários programas e modos de estimulação, possibilidade de utilização de mais pujança e de terapêuticas mais amplas, maior potencial de pacificar a dor e de participação do paciente no controle de sua dor. Quando o sistema utiliza somente sua bateria, sem a possibilidade de recargas periódicas, as opções de programação e de magnitude de pujança liberada pelo sistema são limitadas.

Em quais casos esse sistema está indicado?
As indicações para neuroestimulador implantável para estimulação da medula espinhal incluem o tratamento de dor crônica e intratável dos membros ou do tronco, incluindo dores unilaterais ou bilaterais associadas as seguintes condições

Doenças neurológicas ou da pilar
– síndrome pós-laminectomia, dor lombar pós falta do traatmento cirúrgico (failed back syndrome)
– dor radicular ou radiculopatia resultante de sindrome pós laminectomia ou de hérnia de disco
– dor secundária a múltiplas cirurgias de pilar
– cirurgia de hérnia de disco mal sucedida
– doença degenerativa discal ou hérnia de disco refratária ao tratamento médico conservador e às intervenções cirúrgicas
– causalgia periférica
– fibrose epidural
– aracnoidite
– nevralgia pós-herpética refratária ao tratamento conservador
– polineuropatia periférica refratária ao tratamento conservador
– síndrome da dor regional complexa, distrofia simpático reflexa ou causalgia
– dor mielopática segmentar
– dor decorrente de deaferentação plexular

Causas Vasculares
– dor no coto de amputação
– dor isquêmica de membros inferiores (aterosclerose grave)

Causas Cardiológicas
– angina intratável e de etiologia já estabelecida e controlada

Causas Oncológicas
– dor secundária a cancro com comprometimento ósseo, declamar, deestruturas nervosas ou vísceras.


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Da Redação

Uma ideia sobre “Neuroestimulador

LisPublicado em  10:37 pm - fev 14, 2017

Muito bom mesmo o conteúdo. Mas meu problema são minhas dores. Quando sofri uma crise de dores de cabeça, o médico me indicou desse

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