Neurologista ou Psiquiatra – Conheça as diferenças entre um e outro!

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Por Neuro Blog

Neurologista ou Psiquiatra – Conheça as diferenças entre um e outro!

Dúvida comum entre paciente sobre qual especialista médico procurar, confira as principais diferenças entre psiquiatra e neurologista

As duas especialidades da medicina têm como foco o sistema nervoso humano, mas atuam de formas distintas. Para elucidar a principal diferença entre os profissionais, comparamos a cabeça a um computador, em que o psiquiatra trabalha a lógica do sistema (software), enquanto o neurologista acompanha “falhas da mecânica”, ou seja, a parte física (hardware).

 “a diferença é que um atua no nível mental cognitivo e outro nas doenças do sistema nervoso, que afetam o corpo físico”.

Neurologista ou Psiquiatra - Conheça as diferenças entre um e outro!

Porém, quando é indicado recorrer a esses profissionais? Confira!

Desfazendo o nó (da cabeça)

Para exercer ambas as especialidades, é necessário o diploma de medicina, entretanto a formação de cada um os leva a focar em diferentes aspectos de uma doença.  explicamos :

“o transtorno emocional é da alçada do psiquiatra, porém esse paciente pode padecer, ao mesmo tempo, de uma epilepsia complexa, que é da competência do neurologista”.

Ou seja, tanto o psiquiatra quanto o neurologista podem auxiliar no diagnóstico e tratamento de doenças emocionais, mas com um enfoque diferente.

Lado físico

O neurologista é recomendado em casos de dores de cabeça e problemas sem origem definida que levem a dificuldade de caminhar ou movimentar-se, tremores, convulsões, transtornos da memória e raciocínio.

“As manifestações de doenças neurológicas são claramente físicas: dor de cabeça, paralisias, perda de força muscular, tontura, dificuldades repentinas na fala e na visão, etc.

Quando não encontra causas físicas, o neurologista encaminha para o psiquiatra, pois pode se tratar de um transtorno de somatização, por exemplo,”,

Por somatização entende-se doenças de origem psicológica, aquelas em que as emoções alteram o estado físico.

Lado emocional

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O psiquiatra, por exemplo, é o médico indicado para diagnosticar e tratar doenças emocionais e comportamentais. Neurologia cita vários exemplos:

“deve ser procurado para avaliação de doenças mais comuns na psiquiatria como depressão, ansiedade e dependência química. Outras doenças afetivas com alterações comportamentais e que devem ser abordadas pelo psiquiatra são esquizofrenia, bulimia, transtorno obsessivo compulsivo ou bipolar”.

Geralmente esses transtornos têm gravidade o suficiente para impactar a vida social da pessoa, levando a perda de produtividade e sofrimento. Por isso, é importante dizer que, principalmente nesses casos, o profissional pode receitar medicamentos.

Psiquiatria também dá sua contribuição:

“além de ter formação psicopatológica, o psiquiatra sabe diagnosticar o que é fundamental para o tratamento e iniciar com segurança. Por exemplo: qual o antidepressivo adequado quando o profissional suspeita que a depressão em curso tem origem bipolar”.

Duas cabeças pensam melhor do que uma!

Neurologista ou Psiquiatra?

“Existe uma interseção entre as especialidades e os sintomas das doenças frequentemente se sobrepõem. Um bom profissional será capaz de diagnosticar corretamente o problema”

Ou seja, o quadro de doenças emocionais podem ser manifestar de diversas formas, exigindo colaboração entre os especialistas.

No entanto, isso vai depender de cada caso:

“se o problema emocional estiver associado a uma doença neurológica e for constatado simultaneamente que o problema emocional tem fundo psiquiátrico, pode ter acompanhamento de ambos os profissionais. Mas é importante lembrar que cada um cuidará da sua área de especialização”.

mas tudo que fica para nós aqui no final, a pergunta é:

Tenho motivos para ir ao Neurologista?

A neurologia é uma disciplina médica que se dedica ao diagnóstico de doenças do sistema nervoso central e periférico, ao nível dos nervos e dos músculos, ocupando-se de uma variedade de casos que vão desde os mais frequentes aos mais raros. A experiência da neurologista , demonstra que a procura deste especialista não deve ocorrer apenas quando a situação é grave.

Em muitas doenças neurológicas, o médico de família será a pessoa mais indicada para aconselhar a procura de uma consulta especializada, pois o doente poderá não ter conhecimentos ao nível da saúde que lhe permitam identificar a origem do problema no sistema nervoso. Mas em situações que não deixam dúvidas ao doente e família que se trata de um problema neurológico, a primeira abordagem pode ser, de imediato, a consulta especializada.

Veja, de seguida, os motivos mais frequentes que nos podem levar a procurar a ajuda de um neurologista e descubra quais os benefícios que existem ao fazê-lo atempadamente:

– Dores de cabeça
– Vertigens e tonturas
– Desmaios
– Falhas de memória
– Tremores

A importância de um diagnóstico precoce

Aqui não é diferente. Quanto mais cedo for detetada uma doença, mais adequado e eficaz será o seu tratamento. Em neurologia, essa regra aplica-se com muita relevância na maioria das patologias. No caso de doenças degenerativas, em que não existe tratamento curativo, o diagnóstico precoce é importante para que o doente e a sua família obtenham o apoio necessário na sua evolução.

No caso de doenças tratáveis, como a epilepsia, as enxaquecas ou a esclerose múltipla, entre outras, o diagnóstico precoce e correto permitirá um controlo mais adequado e rápido das suas manifestações e uma melhor evolução, pelo que em caso de dúvida ou da manifestação recorrente de muitos dos sintomas acima descritos se recomenda a consulta de um médico especializado.

A importância de ir ao neurologista (ainda) sem sintomas

Pessoas que têm antecedentes familiares de doenças neurológicas, como a doença de Alzheimer, devem ir a um especialista, como medida preventiva? A resposta é clara e inequívoca. Os familiares de pessoas com doenças neurológicas hereditárias graves estão, na maioria das vezes, informados da necessidade de procurar apoio médico precocemente.

Existe, no entanto, por vezes, uma recusa em aceitar a possibilidade de doença que poderá levar a adiar a procura da ajuda médica. Caso a pessoa tema vir a sofrer um envelhecimento patológico, é aconselhável consultar um neurologista para descartar a existência de alterações ou, pelo contrário, para que estas sejam prontamente tratadas, caso se confirme a sua existência.

 

Ufa, neurologista ou Psiquiatra? Vamos escolher depende!

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